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A Candidata à Presidência do Banco de Desenvolvimento Africano que fala Português: A Ministra das Finanças e Planeamento de Cabo Verde.

image-300x224Esta semana o Planet Earth Institute entrevistou a Dr. Cristina Duarte para conhecer de perto a sua perspectiva para o futuro do Banco e uma das perguntas que fizemos foi exatamente:

Porque é que quer ser Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento e, caso ganhe, quais são as suas perspectivas?

“Sinto-me honrada pelo meu país apresentar a minha candidatura às próximas eleições para Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BDA). Enquanto africana, mulher, e alguém de um país muito pequeno, uma ilha, é realmente uma honra. Esta eleição é importante para África face aos desafios emergentes que o continente deve enfrentar e ao fato de que o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) é um dos instrumentos mais importantes até agora adoptados pelo continente para promover o desenvolvimento socioeconómico.

Estou motivada para o cargo de presidência do BAD, pois acredito que o continente Africano pode fazer melhor. Para mim, podemos fazer melhor do que gerir pobreza, é hora de canalizar os nossos esforços para criar e manter riqueza em África. Enquanto continente, podemos reorientar-nos para uma visão de transformação estrutural, que de certa forma, era o que muitos dos nossos líderes da independência queriam para o continente. É tempo de nos concentramos em transformação socioeconômica, a fim de criar riqueza e fornecer a cada Africano a oportunidade de autorrealização.

O meu desejo é servir e ser parte do processo de mudança que é necessária no nosso querido continente. É esse desejo de mudança e de fazer parte do grupo de pessoas que nos levarão ao cenário de “African Rising”, uma África em expansão, em desenvolvimento para todos, que me motivam. Estou convencida que o Banco Africano de Desenvolvimento pode servir como catalisador para a transformação de África.

As minhas principais prioridades, se for eleita, e dada a oportunidade de liderar o BAD, serão a de manter as classificações do banco num triplo A (Triple A ratings) e garantir que o Banco é o parceiro de eleição para os países africanos. Além disso, se eleita, espero ajudar a levar o Banco em novas direções com ênfase na eficiência e eficácia. Também vou querer garantir que o foco número um são os clientes e a medição dos impactos dos nossos programas e ações na população. A ideia será mudar a atenção da quantidade para apostar na qualidade e pôr em prática um processo sistêmico de monitoramento e avaliação. O nosso mantra será buscar o maior retorno possível por cada dólar que o Banco investe, mantendo ênfase no desenvolvimento de infraestruturas, na integração económica regional, no desenvolvimento do sector privado e no reforço institucional. Além disso, também gostaria que o Banco tivesse uma abordagem mais integrada e equilibrada nos seus investimentos. Dado os recursos limitados do Banco, vou promover parcerias e colaboração com outras instituições de desenvolvimento, bancos comerciais e governos. Além disso, vou querer repensar a forma como o Banco administra os seus colaboradores. Vou trabalhar para melhor aproveitar o conhecimento e capacidade dos colaboradores do Banco e para melhor integrar a tecnologia no funcionamento e gestão do Banco.

Na próxima Newsletter publicaremos mais desta entrevista à Dra. Cristina Duarte: Africana e mulher, candidata à Presidência do Banco Africano de Desenvolvimento.

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